sexta-feira, 17 de setembro de 2010


Uma das coisas que alimentam a inteligência e o desenvolvimento do homem é o sonho.

Um sonho faz com que você quebre barreiras, caia e levante inúmeras vezes, tenha objetivo e leva o ser ao encontro da real felicidade.

Sonho é diferente de um simples desejo.
Se você deseja algo você desiste no primeiro problema, desejo é passageiro, é limitado.
Já um sonho é perseguido como uma gazela por uma leoa faminta na savana africana, é almejado, é ansiado e não desaparece. Mesmo que ele seja posto de lado, ele nunca é esquecido, mesmo que ele nunca seja alcançado, só o fato de se tê-lo e poder levantar toda manhã sabendo-se que existe uma meta, um objetivo traçado é o suficiente para fazer brotar a felicidade.

E quando você percebe que seus sonhos correm perigo ?
Que as malditas relações capitalistas pretendem enterrá-lo como um defunto ?
Por que não podemos seguir nossos desejados rumos ?
Por que tudo tem que depender de uma força maior que controla o mundo através da ganância e da luxúria ?
Por que as relações do capital tendem a esmagar os sonhos mais ingênuos e puros ?
Será que o dinheiro deve vir sempre em primeiro lugar ?

Eu não tenho as respostas para as minhas perguntas, mas uma coisa consigo afirmar :
o homem e a sociedade como um todo tem perdido a capacidade de sonhar e de viver como deveria ser, ao invés disso, nos põe a "caçar" no mercado de trabalho, a "matar" por uma vaga de emprego, nos torna inimigos quando deveríamos ser irmãos, nos torna selvagens, afogando o que nos diferencia de outros animais, que é não só buscar a subsistência, mas construir pensamentos e edificar a mente.


Tudo isso é desanimador, mas como dito antes, não tenho um desejo, mas um sonho.
E tenho certeza de que esta não será a última barreira a ser superada, pois assim como Martin Luther King tinha um sonho, eu também tenho, e assim como Martin, perseguirei-o sempre, mesmo que isso me custe a vida, pois viver sem sonhos é apenas existir.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Comerciais de TV, carros e consumismo

Eu iria continuar meus argumentos sobre política, mas algo me fez adiar isto para outra ocasião.

Estava eu assistindo TV quando me deparei com um comercial de automóvel, mais especificamente da FIAT sobre o Uno. Tudo ia dentro das normalidades mercantes de sempre: mostrava-se o carro em desempenho, todo limpinho, mostrava as funções, tudo isto com uma voz firme e suave ao fundo que faz tudo parecer mágico e épico. Mas foi o final do comercial que me chamou a atenção, é desferida as seguintes frases: "Novo Uno. Novo Tudo."




Isto me deixou extremamente incrédulo.
Como pode um simples automóvel ser TUDO ?


Mais tarde, no mesmo dia, estou a assistir ao famoso tubo proferidor de imagens quando me deparo com outro comercial de outro carro que eu não sei qual é.
A síntese do anúncio era a seguinte: uma mulher chega e presenteia o marido com o carro anunciado. Enquanto ele e seus filhos apreciam a máquina muito contentes.


(Gostaria de comentar outra coisa antes de continuar. Chega a ser pífio mas ao mesmo tempo eficaz os artifícios usados nos comerciais de televisão. Neste citado acima, a mulher é bonita, o homem e as crianças são bonitos e bem arrumados, a casa é, eu diria que luxuosa, estão sempre sorrindo, nenhum tem dentes tortos, todos tem cabelo liso, e todos são brancos (ou por acaso você já viu comercial de carro com negro ? Ou melhor, você já viu algum comerial de multinacional com negros ?
As casas são no modelo norte-americano com aquelas cerquinhas de madeira.
Como no Brasil você vai ter casa de luxo com carro do ano e cerquinha de madeira ???
Seria interessante olhar em um comercial pais e crianças negras, em uma casa humilde e com muros de caco de vidro no topo. Será que venderia menos ?
Provavelmente...
Isto mostra várias coisas, como estereótipo de beleza atual, um certo racismo enraizado e despercebido e a forma com que eles, desfarçadamente, fazem com que você pense que comprando aquele determinado produto sua vida será daquela maneira. Chega a parecer piada, mas dá muito certo.)


Voltando ao comercial, enquanto o pai e os filhos olham o carro, o vizinho sai para o quintal juntamente com sua esposa e, por cima da cerquinha de madeira pintadinha de um perfeiro e reluzente branco gelo, observam o quintal com o carro ao lado.
Demonstrando muita frustração, o cara entra dizendo: "Peraí, eu preciso ficar sozinho".


Resumindo: ele ficou frustrado por não ter um carro como o do vizinho.


Fiquei pasmo ao assistir à cena. Simplismente RIDÍCULO !


Que as pessoas ficam tristes em não ter condições de comprar o que querem, isto já sabemos, mas a mídia explorar disto é de extrema covardia. 

O capitalismo cria o consumidor compulsivo, que acaba se tornando doente, explora-o para vender mais usando este em seus anúncios de venda e ainda ri deles, pois o comercial era de uma atmosfera humorística.


Este retrato é algo que vem crescedo como uma onda, se propagando e se multiplicando como moscas em cadáveres: o consumismo compulsivo.
As pessoas estão deixando de apreciar as pequenas coisas da vida para comprar, estão trocando a natureza por máquinas, estão vivendo em função do ter, como se isto fosse o sentido da existência, e não é !

A vida é muito mais que demonstrar pra si e aos outros poder aquisitivo, é pensar, é sentir as emoções que nos foram concedidas como dádiva divina. É apreciar em uma formiga, em um raio de sol o que de mais belo existe no planeta. É olhar as estrelas e pensar na constituição colossal do universo.
É observar a vida na chuva que cai, nas plantas que crescem, nas flores que enfeitam, nos frutos que alimentam e nas folhas que caem no outono e tornam a surgir na primavera.


Ou seja, é tomar postura no universo como ser humano, e não virar um escravo do capital, perdendo sua sensibilidade perante o mundo.


Pense antes de consumir, avalie se é realmente necessário e procure passar mais tempo com o mundo real que olhando vitrines de lojas.
Priorize o ser ao ter, viva e liberte-se destas algemas que encarceram, cegam e tornam fúteis a fantástica existência.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rédea, chicote e política

Estamos em ano de eleição.
Pois bem.
Observa-se que todos querem o avanço da humanidade, o bem de todos e o blá blá blá de sempre.

Eis então que surge um questionamento em minha boba e inocente mente:
Pra que diabos serve a política ?

Quando é que precisamos de homens controlando homens com leis, quando precisamos de homens que decidam por nós, quando é que decidimos eleger seres "superiores" e virar platéia do circo de horrores que assistimos hoje ?


Não preciso da resposta cronológica, temporal, mas sim dos motivos que levaram a este ato.
Eis que de tanto refletir, venho criando um pensamento acerca disto.

O ser humano passou a necessitar deste controle a partir do momento em que perdeu sua sensibilidade e passou a agir sem pensar, sem olhar para os lados mas apenas para sí.
Passou a ser dependente deste artifício pois se tornou um ser egoísta, ganancioso e acima de tudo prepotente.
Precisa ser controlado como cavalos em estábulos. Precisa que sejam ditas regras que os impida dos mais banais atos que possam ser cometidos.
O ser humano é algo tanto quanto podre, tem a corrupção incrustada em seus cromossomos, patético em sociedade, precisa de governos, dumas, tribunais, homens, que decidam tudo por sí para que vivam suas medíocres vidas.

A conclusão que eu cheguei da determinada questão é que o homem é inapto a viver bem em sociedade, inevitavelmente seu instinto animal irá se sobrepor ao seu pífio convívio social.

É então que uma outra pergunta me surge:
Como podem os homens que são inaptos ao convívio social srem controlados por outros homens ?
É como ovelhas sendo pastoras de outras ovelhas.

Ao meu ver, isto é confirmado quando olhamos para o cenário político.
Completamente vergonhoso. Escândalos, mensalão, caixa 2, menorias que recebem fortunas para decidir o futuro da maioria.
Como pode isto ?
Por acaso são deuses para controlarem ?
Achava Jacques Bossuet no século XVI ser uma escolha de deus, sabemos hoje não ser.

Perdões aos que apreciam a política, mas coisas desta são o principal sinal de que o ser humano nada mais é que um animal, um burro por sinal.

Post Inaugural

Estou aqui pela primeira vez.
Ainda não aprendi a usar isto aqui e talvez nunca aprenda.


Crio este blog para discorrer sobre assuntos que rondam minha mente e concerteza de a muitos outros.


Não sei se alguém lerá, mas isto é mais uma forma de "desabafo", de não guardar comigo as coisas, mas sim por-las em palavras e consequentemente praticar meus argumentos, raciocínio e "escrita", coisas fundamentais para um vestibulando.


Tratarei de assuntos filosóficos, históricos, curiosos e o que mais me der vontade.


É isto...
Até mais !